segunda-feira, 31 de março de 2008


“(...) o saber que é poder não conhece limites. Esse saber serve aos empreendimentos de qualquer um, sem distinção de origem, assim como, na fábrica e no campo de batalha, está a serviço de todos os fins da economia burguesa.”

Adorno e Horkheimer


“(...) não houve laicização da política, mas apenas um deslocamento do lugar ocupado pela imagem de Deus como poder uno transcendente: Deus baixou do céu à terra, abandonou conventos e púlpitos e foi alojar-se numa imagem nova, isto é, no Estado. Não quero com isto referir-me ao direito divino dos reis. Refiro-me à representação moderna do Estado como poder uno, separado, homogêneo e dotado de força para unificar, pelo menos por direito, uma sociedade cuja natureza própria é a divisão das classes. É esta figura do Estado que designo como a nova morada de Deus.” (CHAUÍ, 1989: 6)


Encontramo-nos, então, diante de um sistema que é capaz de dominar em proporções inimagináveis. À medida que racionaliza as estratégias de controle, tem cada vez menos que recorrer propriamente à repressão, o que é ao mesmo tempo vantagem e prejuízo. Vantagem para o sistema, porque a repressão provoca ressentimento, podendo levar à revolta. Vantagem para as pessoas, porque a experiência domesticadora não é violenta, mas sutil; oferece o conforto propiciado pelo desenvolvimento tecnológico, e obtém adesão entusiasmada.


“a sociedade tecnológica ocidental criou métodos para ajustar as pessoas às suas exigências de produção e consumo que são menos brutais, mas que, a longo termo, são mais eficazes que a represão totalitária. Eles despersonalizam não porque exijam, mas porque eles oferecem, dão exatamente aquelas coisas que tornam supérflua a criatividade humana.” (apud ALVES, 1984: 111)


A educação preocupa-se, prioritariamente, em forjar a inteligência adaptável ao sistema, necessária à sua eficácia, capaz de se curvar à ideologia do realismo, que apresenta a realidade presente como, se não a melhor, pelo menos a única realidade possível:


“Para propósitos práticos, o pragmatismo e o funcionalismo identificam o sistema social com a realidade. Está aí o segredo do realismo”. ( ... ) “No entanto, o realismo é uma ilusão. Sua grande conquista é a mágica transubstanciação que opera ao chamar a organização pelo nome ‘realidade’.” ( ... ) “O realismo é, portanto, a ilusão que nos enfeitiça com a sua afirmativa de que a realidade não pode ser alterada, tornando o homem incapaz de um ato criativo.” (ALVES, 1993: 68-72)


Qualquer pensamento que traduza a imaginação de um mundo diferente do construído pelo sistema tecnológico, que pretenda apontar novas alternativas de vida é desqualificado como produto do imaginário, patologia da verdadeira racionalidade, pois, “a ordem existente é vista como encarnação da razão, e como tal expele, como detritos pré-históricos de um universo irracional, todos os elementos que poderiam transcendê-la”. (ROUANET, 1986: 201)


“As formas de dominação mudaram: tornaram-se cada vez mais técnicas, produtivas, e inclusive benéficas; conseqüentemente, nas regiões mais desenvolvidas da sociedade industrial, as pessoas têm sido adaptadas e reconciliadas com o sistema de dominação num grau sem precedentes.” (MARCUSE, 1969: 149)


O papel do homem no sistema tecnológico é o de funcionário do sistema, isto é, sua existência só se justifica enquanto possibilidade de como produtor e/ou consumidor ser capaz de contribuir para a sua funcionalidade. Aqueles que o sistema vai substituindo por máquinas ou robôs tornam-se disfuncionais para o sistema. São excluídos por serem desnecessários para a sua eficácia. E sua exclusão se justifica em nome da racionalidade.


O desenvolvimento cada vez mais acelerado da tecnologia, a maior racionalização da sociedade não somente não tem contribuído para tornar a vida humana mais livre e mais justa, como tem submetido todas as necessidades e desejos humanos aos imperativos do sistema. Segundo Adorno e Horkheimer,


O absurdo da situação, na qual a violência do sistema sobre os homens cresce a cada passo que os liberta da violência da natureza, denuncia como obsoleta a razão da sociedade racional. (...) a história real é tecida por um real sofrimento, que absolutamente não diminui na proporção em que crescem os meios para eliminá-la (...) (1989: 28-29)

domingo, 16 de março de 2008

It’s fire and ice
Make for sacrifice
No one there to catch you when you fall

It’s shadows and sin
Enemies within
You’ll be fine,
so cross the line
And tell me it all...

segunda-feira, 10 de março de 2008


Entro na barca dos sonhos
Onde tudo é permitido.
Onde o real é irreal,
Os cheiros são suspiros,
Os toques, carícias
E os sabores …
Os sabores se confundem!

.. / ..
Troco a viagem.
Regresso na barca da vida.
Onde o irreal é real.
Onde sinto o sangue correr,
O acelerar da tua respiração,
O desejo nos teus olhos,
O querer, nos meus lábios
E a tua mão…
A tua mão está estendida!

quarta-feira, 5 de março de 2008

ok,

minha mae chega em casa me olha e profere tais palavras q soam cm gilette em minhas veias pela quais meu sangue quente passa por inercia:
-vc ñ axa q esta mt gorda pra acampar na praia?
eu andei te observando e vi q vc esta engordando....
eu-para com isso
mae-to falando serio